Um BLOG de incentivo à oração...

Quantas vezes você se sentiu tentado a seguir com a corrente, porque nadar contra a maré era simplesmente muito difícil? Quantas vezes você se sentiu pressionado a abrir mão de seus princípios e de sua fé para não ser marginalizado pelo seu grupo de amigos? Quantas vezes você já olhou para os lados e experimentou aquela sensação de estar sozinho, mesmo estando rodeado por uma multidão?

Não se desanime! Você não está sozinho! O Senhor mesmo já disse que Ele tem separado muitos outros que também não se renderam, nem abriram mão de sua fé.

É por isso que este espaço foi criado:

- para compartilhar testemunhos, impressões e experiências de nossa caminhada com Deus;

- para edificar uns aos outros e incentivar a permanecer firmes na fé;

- para desafiar cada um a ser um aventureiro espiritual, ou seja, a arriscar na fé e a orar orações extravagantes;

- para, juntos, intercedermos por nosso país e por outros países, ainda não alcançados por Deus;

- para, juntos, esperarmos pela volta do Senhor Jesus!

domingo, 3 de abril de 2011

Ouvindo a Deus


ORAÇÃO, ela faz alguma diferença?” é o título de um dos livros do Philip Yancey. Nele, o autor aborda várias questões a respeito da oração, principalmente os nossos diversos sentimentos por ela. Yancey passou por altos e baixos em sua carreira cristã e vida espiritual e é muito sincero ao descrever suas experiências. Ele se abre ao leitor contando os períodos de ceticismo ou de aridez, sem escondê-los atrás de uma máscara de cristão vitorioso-vencedor. Talvez por isso, seja tão lido e talvez por isso também, publique um livro atrás do outro. A gente, como leitor dele, fica com aquela vontade de dizer-lhe “conta mais” por que se identifica com suas experiências, já que também passamos por períodos de altos e baixos na nossa vida espiritual.
Dentre vários trechos muito bons, destaco este para deixar no blog:

Ouvindo a Deus
O escritor Brennan Manning, que organiza retiros espirituais várias vezes por ano, disse-me certa vez que ninguém seguiu seu regime de retiro silencioso sem ouvir a voz de Deus. Intrigado e um pouco cético, Inscrevi-me num de seus retiros, cuja duração era de 5 dias. Cada participante tinha um encontro diário de 1 hora com Brennan, que nos passava tarefas para meditação e tarefas espirituais. Também nos reuníamos para um culto diário durante o qual apenas Brennan falava. Fora isso, estávamos livres para usar o tempo como quiséssemos, havendo apenas uma exigência: duas horas por dia de oração.
Duvido que eu tenha dedicado mais que 30 minutos à oração em qualquer ocasião de minha vida antes disso. No 1º dia, caminhei até a orla de um prado e sentei-me, apoiando as costas numa árvore. Tinha comigo a tarefa que Brennan me dera para aquele dia e um caderno para registrar meus pensamentos. Quanto tempo vou permanecer acordado?, perguntei-me.

Para minha grande felicidade, um rebanho de 147 alces (tive tempo de sobra para contá-los) visitou o prado em que eu estava. Ver um alce é emocionante. Observar 147 alces em seu habitat natural é fascinante. Mas logo percebi que observar 147 alces durante 2 horas é, para ser delicado, uma chatice. Eles abaixavam a cabeça e ficavam comendo capim. Erguiam a cabeça ao mesmo tempo e olhavam para um corvo esganiçado. Abaixavam de novo a cabeça para comer mais capim. Durante 2 horas, nada mais aconteceu. Nenhum leão da montanha atacou, não houve lutas de cabeçadas nem esgrima de chifres entre machos. Tudo que os alces fizeram foi ficar curvados comendo capim.
Depois de certo tempo, a placidez da cena começou a me afetar. Os alces não haviam
notado minha presença, e eu simplesmente me tornei parte do ambiente, assumindo o ritmo deles. Eu já não pensava no trabalho que deixara em casa, nos prazos que me aguardavam nem na leitura que Brennan me prescrevera. Meu corpo relaxou. Naquele silêncio de chumbo, minha mente sentia-se tranquila.
“Quanto mais tranquila a mente, tanto mais poderosa, valiosa, profunda, reveladora e perfeita é a oração”(citação). Um alce não precisa esforçar-se para ter a mente tranquila. Sente-se feliz permanecendo de pé num campo o dia inteiro com seus companheiros alces, comendo capim  (...)
Disse algumas palavras durante minhas 2 horas de oração naquele dia, mas aprendi uma lição importante. Jó e Salmos deixam claro que Deus encontra prazer não apenas em companheiros humanos, mas também nas múltiplas criaturas deste planeta. Uma cena da natureza que para mim se destaca como o ponto alto do dia é “observada” por Deus todos os dias. Eu conseguira mais um vislumbre do lugar que ocupo no Universo, e do lugar de Deus – a vista de cima.
Nunca mais vi os alces, embora os tivesse procurado todas as tardes nos campos e florestas ao redor. Ao longo daqueles poucos dias de retiro, disse muita coisa para Deus. Eu estava completando 50 anos e pedi orientação sobre como preparar minha alma para o resto de minha vida. Fiz algumas listas, e muitas coisas vieram-me à mente, nas quais eu não teria pensado se não tivesse ficado sentado lá no campo horas a fio. A semana tornou-se uma espécie de checkup espiritual e apontou caminhos para um crescimento maior (...) Não ouvi nenhuma voz perceptível, mesmo assim, no fim daquela semana, tive de concordar com Brennan: eu ouvira a voz de Deus.
Fiquei mais convencido do que nunca de que Deus encontra maneiras diferentes de se comunicar com aqueles que realmente o procuram, especialmente quando reduzimos o volume da estática ambiental (...) Aprendemos a orar orando, e 2 horas de concentração num só dia ensinaram-me muito.
(...) Depois de um longo tempo com Deus, meus pedidos urgentes, que pareciam tão importantes, assumiram um novo tom. Comecei a apresenta-los em benefício de Deus, não para vantagem pessoal. Embora minhas carências me levem a orar, orando fico face a face com minha maior carência: um encontro pessoal com Deus.
Philip Yancey
Oração, ela faz alguma diferença?
Editora Vida - p.64-67

Obs.: Ao procurar imagens de alce (moose) para ilustrar esse texto, notei que eles estão sempre em pouco número; imagino então que, poder ver 147 alces num lugar só, deve ter sido “milagre”, uma especial demonstração da bondade de Deus para Yancey, especificamente, naquele momento! Que belo presente deve ter sido!...

Rebeca Hansen

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