Um BLOG de incentivo à oração...

Quantas vezes você se sentiu tentado a seguir com a corrente, porque nadar contra a maré era simplesmente muito difícil? Quantas vezes você se sentiu pressionado a abrir mão de seus princípios e de sua fé para não ser marginalizado pelo seu grupo de amigos? Quantas vezes você já olhou para os lados e experimentou aquela sensação de estar sozinho, mesmo estando rodeado por uma multidão?

Não se desanime! Você não está sozinho! O Senhor mesmo já disse que Ele tem separado muitos outros que também não se renderam, nem abriram mão de sua fé.

É por isso que este espaço foi criado:

- para compartilhar testemunhos, impressões e experiências de nossa caminhada com Deus;

- para edificar uns aos outros e incentivar a permanecer firmes na fé;

- para desafiar cada um a ser um aventureiro espiritual, ou seja, a arriscar na fé e a orar orações extravagantes;

- para, juntos, intercedermos por nosso país e por outros países, ainda não alcançados por Deus;

- para, juntos, esperarmos pela volta do Senhor Jesus!

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sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Vou te servir

Quero dizer palavras para alegrar Teu coração
e viver minha vida sempre em Tua comunhão.
Quero sentir Tua presença e jamais estar sozinho,
pois Tu és o D'us que sigo e ilumina o meu caminho.


Vou Te servir, Senhor,
e entregar a minha vida em louvor a Ti,
vou te seguir, meu Rei
e diante de Tua glória eu me prostrarei.


Agradeço pela vida e pelo amor que tens por mim,
Jamais pensei ser importante para um D'us tão
grande assim.


Tua Palavra é o que escolhi para viver
e o Teu esconderijo é onde habita o meu ser.


Altíssimo.




Retirado do livro "Ode ao Deus Altíssimo", de Kleber Pedroso

domingo, 15 de maio de 2011

Praticando a presença de Deus


O autor Philip  Yancey, em seu livro "O Deus (in)visível" cita vários exemplos do que ele aprendeu em sua busca para que o Deus invisível que ele serve e adora pudesse se tornar uma parte mais real e constante em sua vida.
O trecho transcrito abaixo é um desses exemplos - daquilo que ele aprendeu, e de como sua familia praticava...

Também aprendi a respeito da lembrança consciente com o irmão Lawrence, cozinheiro de um mosteiro do século XII, que escreveu o clássico devocional The practice fo the presence of God [A prática da presença de Deus]. Para o irmão Lawrence, a frase “praticar a presença de deus” era algo como a pratica da medicina ou da lei. Para os noviços, está mais para a prática do piano: se praticar bastante, especialmente escalas e exercícios para agilizar os dedos, talvez chegue lá.
O irmão Lawrence realça nossa necessidade da ajuda de Deus e então pergunta abruptamente: “Mas como lhe pedir sem estar com ele? E como estar cm ele sem pensar nele com frequência? E como pensar nele com frequência sem adquirir o hábito santo de fazê-lo?” o irmão Lawrence propõe então uma resposta:
“Ele não pede muito de nós: uma lembrança de quando em vez, um pequeno ato de adoração, depois, implorar sua graça, oferecer-lhe nossas aflições num momento e, em outro, dar graças pelos favore concedidos em meio a lutas, encontrar consolo nele sempre que possível. À mesa e no meio da conversa, elevar a ele seu coração vez por outra. A menor lembrança sempre o agradará. Não é necessário, nesses momentos, clamar em voz alta. Ele está mais perto do que pensamos”.
O irmão Lawrence cita meios práticos para “oferecer seu coração a deus de vez em quando, no decorrer do dia”, mesmo no meio de tarefas, “deliciar-se com ele, ainda que seja de passagem, como que furtivamente”. A profundidade da espiritualidade, segundo Lawrende, não depende de mudar as coisas que vc faz, mas, antes, de fazer para deus o que normalmente faz para si mesmo. Lawrence evitava retiros espirituais porque achava fácil adorar a Deus tanto em meio a suas taregfas diárias quanto no deserto.
Evidentemente Lawrence praticava o que pregava. Em um elogio fúnebre, seu abade escreveu: “O bom Irmão encontrava Deus em toda parte, consertando sapatos, ou orando com a comunidade.. [...] Era Deus, e não sua tarefa, que ele tinha em vista. Sabia que, quanto mais a tarefa fosse contra suas inclinações naturais, maior seria seu amor em oferece-la a Deus”.
O último comentário tocou minha esposa profundamente. Quando ela leu o livro, trabalhava com idosos no centro de Chicago, e às,vezes seu trabalho exigia tarefas que contrariavam as inclinações naturais de qualquer pessa. Qunao tinha de limpar um idoso com incontinência ou arrumar um quarto após uma morte desagradável, lembrafva-se da fórumula do irmão Lawrence. 
Com algum esforço, mesmo a limpeza de um banheiro pode ser oferecida a Deus.
 Philip Yancey
O Deus (in)visível - Editora Vida
Capítulo 16

Na paz e no amor do Senhor,
Ester Hansen

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Deus (in)visível


É muito fácil nos relacionarmos com aqueles que somos capazes de ver. É fácil conversar quando podemos olhar nos olhos da outra pessoa ou, pelo menos, ouvir sua voz... Por isso, também, é muito mais fácil de se desenvolver uma amizade - vendo, falando, ouvindo, tocando a outra pessoa...
Mas, como podemos aplicar isso a Deus? É necessário muito mais esforço para desenvolver um relacionamento, umaamizade com um Deus que é invisível...

O autor Philip Yancey, em seu livro "O Deus (in)visível" fala sobre essas perguntas - "Como podemos nos relacionar com um Deus que não podemos ver, ouvir e tocar"...
Assim, no trecho que transcrevi abaixo, ele dá alguns exemplos de como ele tentou aplicr isso em sua própria vida...
Que possamos refletir sobre isso, e pedir a Deus estratégias para que, ainda que invisível, possamos torná-lo uma parte mais integrante de nossas vidas...

O primeiro grande mandamento exige que amemos a Deus, o que fazemos melhor quando conscientes do seu grande amor por nós. Thomas Merton observa: “A ‘lembrança’ de Deus, sobre a qual cantamos nos salmos, é simplesmente o redescobrimento de que Deus se lembra de nós”. Fica mais fácil lembrar de Deus quando cremos que ele se importa conosco, de maneira pessoal e infinita. 
Devo pedir e continuar pedindo a fé necessária para crer que Deus se deleita e quer se relacionar comigo. Por esse e por outros motivos, estudo a Bíblia não apenas para dominar uma grande obra literária ou para aprender teologia, mas para encharcar minha alma com a mensagem inevitável do amor e do interesse divino.

Alguns gostam de se ajoelhar ou se colocar em uma posição diferente. Sempre consciente da barreira da invisibilidade, procuro maneiras de destacar a realidade de Deus. Com frequência tomo café enquanto oro, pois me parece natural conversar com um Deus invisível do mesmo jeito que converso com amigos visíveis. Ou faço uma caminhada. A paisagem me dá muitos motivos para orar: a vida exuberante da primavera que brota em galhos secos ou o inverno que cobre as estradas lamacentas com um manto branco brilhante. Quando passo pelas casas dos vizinhos, as necessidades deles e de otras pessoas me vêm raidamente à mente.
No decorrer do dia, preciso de incentivos para me lembrar conscientemente. Por um tempo, ajustava o despertador para me chamar de hora em hora. Parava o que estava fazendo, refletia sobre a hora que tiha acabado de passar e lutava para praticar a presença de Deus na hora seguinte. Depois, fiquei sabendo que, sem querer, empreguei a antiga técnica dos monges beneditinos, que paravam para fazer uma oração toda vez que o relógio batia. Com a ajuda desses lembretes durante o dia, pensar em Deus pode gradualmente tornar-se um hábito.
 Philip Yancey
O Deus (in)visível - Editora Vida
Capítulo 16

Na paz e no amor do Senhor,
Ester Hansen

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Oremos pelo Japão 3 - Oração depois do tsunami

Aproveitando o artigo postado ontem, em que foi comentado sobre a situação no Japão e a necessidade de oração por essa nação, estou copiando, aqui, um trecho do livro "Oração: ela faz alguma diferença?" do autor Philip Yancey, que me fez pensar muito no Japão quando o li.
Esse trecho é uma oração feita por um irmão de Singapura, na ocasião do tsunami que assolou a ilha de Sumatra, na Indonésia, em 26 de dezembro de 2004.
Essa oração nos leva a refletir sobre o amor de Deus - e que possa renovar nossa fé e nossas orações por esse povo que necessita tanto ouvir falar deste amor...




Oração depois do Tsunami (Issac - de Singapura)




Deus, choramos pelas vítimas, mais ainda por aquelas que não acreditam em Teu nome. Tem piedade de todos nós! Não há dúvida de que nos dói o coração ver gente sofrendo tanto nesta catástrofe do tsunami. Às vezes, somos levados a perguntar se pelo menos Te preocupas com isso. Sei que não nos puniste por causa de nossos pecados, pois vieste salvar os pecadores. Sabemos que nos amas, pois vieste morrer por nós. Mas por que escolheste calar-Te agora?
Por que o mundo foi criado imperfeito, com tantas falhas geológicas no subsolo? Não é possível que essas falhas tenham sido causadas por nossa ação, não é mesmo? Não dói em teu coração ver as famílias separadas, vidas jovens ceifadas e desperdiçadas!
Sabemos que o vaso não pode questionar o oleiro e sabemos que deténs a verdade. Então, a quem podemos recorrer senão a Ti? Mas não podemos deixar de pensar que, se um homem consegue perdoar e amar seu inimigo, como pode o Autor de nosso amor deixar perecer os que não acreditam nEle? Perdoa-nos por questionar Teu amor - nós o questionamos porque acreditamos que és amor e porque buscamos explicações para o que aconteceu. Sabemos que nossas perguntas não serão respondidas aqui na terra: simplesmente oramos para que continues mantendo viva nossa fé. Amém.

Philip Yancey
Oração: Ela faz alguma diferença?
Editora Vida

domingo, 3 de abril de 2011

Ouvindo a Deus


“ORAÇÃO, ela faz alguma diferença?” é o título de um dos livros do Philip Yancey. Nele, o autor aborda várias questões a respeito da oração, principalmente os nossos diversos sentimentos por ela. Yancey passou por altos e baixos em sua carreira cristã e vida espiritual e é muito sincero ao descrever suas experiências. Ele se abre ao leitor contando os períodos de ceticismo ou de aridez, sem escondê-los atrás de uma máscara de cristão vitorioso-vencedor. Talvez por isso, seja tão lido e talvez por isso também, publique um livro atrás do outro. A gente, como leitor dele, fica com aquela vontade de dizer-lhe “conta mais” por que se identifica com suas experiências, já que também passamos por períodos de altos e baixos na nossa vida espiritual.
Dentre vários trechos muito bons, destaco este para deixar no blog:

Ouvindo a Deus
O escritor Brennan Manning, que organiza retiros espirituais várias vezes por ano, disse-me certa vez que ninguém seguiu seu regime de retiro silencioso sem ouvir a voz de Deus. Intrigado e um pouco cético, Inscrevi-me num de seus retiros, cuja duração era de 5 dias. Cada participante tinha um encontro diário de 1 hora com Brennan, que nos passava tarefas para meditação e tarefas espirituais. Também nos reuníamos para um culto diário durante o qual apenas Brennan falava. Fora isso, estávamos livres para usar o tempo como quiséssemos, havendo apenas uma exigência: duas horas por dia de oração.
Duvido que eu tenha dedicado mais que 30 minutos à oração em qualquer ocasião de minha vida antes disso. No 1º dia, caminhei até a orla de um prado e sentei-me, apoiando as costas numa árvore. Tinha comigo a tarefa que Brennan me dera para aquele dia e um caderno para registrar meus pensamentos. Quanto tempo vou permanecer acordado?, perguntei-me.

Para minha grande felicidade, um rebanho de 147 alces (tive tempo de sobra para contá-los) visitou o prado em que eu estava. Ver um alce é emocionante. Observar 147 alces em seu habitat natural é fascinante. Mas logo percebi que observar 147 alces durante 2 horas é, para ser delicado, uma chatice. Eles abaixavam a cabeça e ficavam comendo capim. Erguiam a cabeça ao mesmo tempo e olhavam para um corvo esganiçado. Abaixavam de novo a cabeça para comer mais capim. Durante 2 horas, nada mais aconteceu. Nenhum leão da montanha atacou, não houve lutas de cabeçadas nem esgrima de chifres entre machos. Tudo que os alces fizeram foi ficar curvados comendo capim.
Depois de certo tempo, a placidez da cena começou a me afetar. Os alces não haviam

terça-feira, 1 de março de 2011

Em nome de Jesus, Amém...

Pai, desejo conhecer-te, mas meu coração covarde teme desistir de seus brinquedos. Não posso desfazer-me deles sem sangrar por dentro, e não procuro esconder de ti o terror da separação. Venho tremendo, mas venho. Por favor, extirpa do meu coração todas aquelas coisas que estou amando há tanto tempo, e que se têm tornado parte integrante deste "viver para mim mesmo", a fim de que tu possas entrar e habitar ali sem qualquer rival. Então tornarás glorioso o estrado dos teus pés. Meu coração não terá mais necessidade da luz do sol, porquanto tu mesmo serás o seu sol iluminador, e ali não haverá mais noite. 
Em nome de Jesus. Amém.

A.W.Tozer
À Procura de Deus
Editora Betânia

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

O Príncipe e a Lavadeira

- "Havia, num país distante, um Rei. Vivia no seu palácio, no cimo da colina, rodeado de uma grande corte e na companhia do seu Filho. Havia também nesse reino um bosque, um grande bosque atravessado por um pequeno rio azul. Muita gente vivia nesse bosque. Era gente boa e simples que nunca tinha entrado no palácio real e que se sentiria pouco à vontade se lá entrasse, tal era a distância entre estes dois mundos tão próximos. Os homens eram caçadores e lenhadores. As mulheres lavavam a roupa no rio.

Ora um dia o Príncipe, cavalgando no bosque ao longo do rio, viu uma jovem Lavadeira. Ficou secretamente a olhar para ela por detrás dos canaviais e apaixonou-se por ela. Gostaria de se propôr a ela e de a namorar. Mas como fazer? Levá-la a viver no palácio não era possível, seria demais para ela. Ir ele viver para a clareira com toda a sua corte, também não. Assustá-la-ia, a ela e todos, e não iria resultar. Foi então que decidiu: "Deixarei a corte, perderei todos os meus privilégios reais, irei viver como mais um na clareira do bosque." Passados anos lá o encontramos. Trabalha agora o dia inteiro como lenhador. Tem agora as suas mãos calejadas do machado. Até a sua maneira de falar é diferente, igual à de todos os lenhadores do bosque..." Diz-me, Benjamim, este homem que agora vemos assim mal vestido, a suar e de mãos calejadas é ou não é Príncipe?

Benjamim hesitou: 
- Que história linda, Senhor! Bem... eu acho que... ou seja... acho que sim, que ele deixou tudo por amor, mas que no fundo continua Príncipe.
- E achas muito bem - disse o Filho. - Claro que Ele agora já não pode assinar decretos reais nem dispor livremente da fortuna da família, nem tem a facilidade de meios que tinha no palácio. Mas o sangue azul que corria nas suas veias não o perdeu. Príncipe uma

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Não creio que Deus exista

Watchman Nee conta:

Participei de uma campanha evangelística numa universidade ao sul da China. Encontrei um velho amigo, um colega de escola. Ele havia estudado nos Estados Unidos por um tempo e foi trabalhar na universidade como Professor de Psicologia. Contou-me que havia chegado a uma conclusão quanto à religião cristã e tinha o hábito de dizer aos alunos que era possível explicar as tão aclamadas conversões num âmbito puramente psicológico.
Antes da campanha começar, fiz-lhe uma breve visita e compartilhei acerca de Cristo. Ele me ouviu por um tempo. Então sorriu gentilmente e disse:
- Não é uma boa idéia pregar para mim. Não creio que Deus exista.
- Mesmo não acreditando em Deus, apenas ore!, - precipitei-me a dizer. - Você descobrirá algo.
- Orar, - disse ele rindo. - Eu? Nem mesmo acredito em Deus! Como seria possível? - exclamou.
Prossegui: - Mesmo que não consiga encontrar uma escada até Deus, isso não muda o fato dEle ter descido para encontrá-lo. Portanto, você deve orar!
Ele riu novamente, mas continuei insistindo para que orasse:
- Tenho uma oração que você consegue fazer, - expliquei. - Diga: "Deus, se não existir Deus algum,

domingo, 9 de janeiro de 2011

Distrações

As pessoas muitas vezes se queixam de "distrações" durante a oração. 
A mente se desgarra, fixando-se em outras coisas. o que quase sempre se deve ao fato de você pedir alguma coisa que realmente não deseja muito; você acha que seria apropriado, respeitável e "religioso" querer aquilo. 
Então, motivado por princípios, ora por coisas grandes, porém distantes, como a paz na Irlanda do Norte, ou então para que sua tia melhore da gripe, quando de fato você não se preocupa muito com essas coisas - talvez devesse, mas não se preocupa. 
E assim, sua oração é rapidamente invadida por distrações que nascem daquilo que você realmente quer - uma promoção, por exemplo. 


As distrações são quase sempre suas carências reais invadindo a oração pelo fato de você apresentar apenas necessidades fajutas. 
Se você está distraído, identifique a distração em seus desejos reais e concentre neles a oração. Quando você ora por aquilo que de fato quer, não há distrações. 


Gente que está num navio afundando não se queixa de distrações durante a oração.




Philip Yancey
Oração: Ela faz alguma diferença?
Editora Vida

sábado, 1 de janeiro de 2011

O amor de Deus

O amor de Deus não depende de coisa alguma, e é o fato de não depender de nada que nos dá segurança.
Bastava estarmos fiados em alguma coisa que fizéssemos para que então, desabando essa "coisa qualquer", o amor de Deus também ruísse.
Mas com o Deus de Jesus isso jamais é impossível. As pessoas que percebem isso conseguem viver de modo mais liberto e com mais plenitude.

Lembra-se de Atlas, que carrega o mundo inteiro sobre os ombros?
Temos também muitos Atlas cristãos que equivocadamente carregam o peso de tentar merecer o amor de Deus. Mesmo a simples observação da vida dessas pessoas é deprimente.

Sabe o que eu gostaria de dizer ao Atlas? "Larque esse globo e dance sobre ele."
E para esses cristãos exaustos? "Larguesua carga e construa a vida sobre o amor de Deus."

Não precisamos fazer por merecer esse amor; nem somos responsáveis por sustentá-lo. É um dom gratuito.
Jesus chama a plenos pulmões: "Venham a mim todos vocês, Atlas, que estão cansados e acham a vida um fardo, e eu vos aliviarei".


O Senhor lhe apareceu no passado, dizendo: "Eu a amei com amor eterno; com amor leal a atrai". (Jeremias 31:3)

Brennam Manning
Meditações para Maltrapilhos
Editora Mundo Cristão

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Criação...

"Feche os seus olhos e transporte-se para um tempo em que só existem o nada e trevas muito densas. Não há som algum, nem mesmo a brisa suave de sua respiração.
Você estica seus dedos, mas não existe nada em que eles possam tocar. Você inspira, mas é um mundo sem cheiro, sem sabor algum para se sentir. E ai, de repente...
Seus sentidos começam a ganhar vida e se tornam aguçados.



Alguém está ali, à sua volta, e A voz desse que está presente vem do meio da escuridão. De repente você se vê envolvido pela luz. Agora consegue ver o vulto de algo que se move como se fosse um redemoinho. Dá para ouvir Seus passos, enquanto diz algumas palavras e surge a água, fresca e gozosa.
Acima de tudo isso, o azul começa a envolver na luz. Você está flutuando no ar quando ouve novas palavras, e aparece o solo firme sob seus pés, uma terra vida e frutífera.
Tanta coisa começa a existir - estrelas cintilantes brilhando sobre você, a grama verdinha roçando sob seus pés-, tudo sob o comando Daquela voz poderosa; é só ela dar a ordem e as coisas passam a existir. A voz de Deus faz que você deseje tocá-lo.
É nesse momento que um forte sopro preenche a sua vida e transforma você numa criatura que possui forma - alguém que sabe que A voz é aquela responsável pela criação de todas as coisas."

E formou o SENHOR Deus o homem do pó da terra, e soprou em suas narinas o fôlego da vida; e o homem foi feito alma vivente. Gênesis 2:7

Esse trecho foi retirado da bíblia Faithgirlz que não aguentei e me presenteei no último final de semana.
Alguns acham esse versículo bobo ou muito infantil, mas eu sempre gostei dessa passagem. Reler a maneira que fomos criados me da uma felicidade tremenda

Marcela Sidrim
Extraído de http://aosteuspessenhor.blogspot.com/2010/08/motivos-pra-sorrir.html

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Ninguém maior que Ele

A fé que Jesus inspirava em seus discípuos teve um impacto tão profundo neles que acharam impossível crer que algum outro pudesse se igualar a ele ou suplantá-lo, nem Moisés, nem Elias, nem mesmo Abraão. 
Era inconcebível que um profeta, juiz ou messias pudesse vir depois de Jesus e ser maior que ele.

Não era necessário esperar por mais ninguém. Jesus era tudo.
Jesus era tudo o que os judeus haviam esperado e pelo que haviam orado.
Jesus havia cumprido ou estava para cumprir toda promessa e toda profecia.

Se no final alguém tiver de julgar o mundo, deve ser ele. Se alguém tiver de ser designado Messias, Rei, Senhor, Filho de Deus, como poderia ser outra pessoa que não Jesus?


Em seu manto e em sua coxa está escrito este nome: REI DOS REIS E SENHOR DOS SENHORES. (Apocalipse 19:16)

Brennam Manning
Meditações para Maltrapilhos
Editora Mundo Cristão

domingo, 26 de dezembro de 2010

Gastando tempo para ouvir

Uma coisa é saber que Jesus Cristo nos ama, outra bem diferente é perceber isso.

Na oração reduzimos o ritmo para um compasso humano e separamos um tempo para escutar. Na oração descobrimos aquilo que já temos. Você começa onde está e percebe que já está lá. 
Já temos tudo, mas muitos de nós não o sabem e, portanto, não o experimentam. Tudo nos foi dado pelo Pai em Jesus. Tudo que necessitamos agora é experimentar o que já possuímos. Os momentos mais preciosos de oração consistem em nos deixar ser amados pelo Senhor.

Durante a época de Natal, não precisamos buscar a Deus em oração. Não poderíamos buscá-lo a menos que já o tivéssemos encontrado. Aba, Jesus e o Espírito estiveram lá todo o tempo, e, se criamos uma oportunidade de oração, Deus se dará a conhecer a nós.
"Aprendemos a orar", disso Thomas Merton, "orando".

Seja a minha oração como incenso diante de ti, e o levantar das minhas mãos, como a oferta da tarde. (Salmos 141:2)

Brennam Manning
Meditações para Maltrapilhos
Editora Mundo Cristão

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

O segredo gigantesco

"O Natal para os pagãos é uma publicidade insignificante", disse Cherteston, "para os cristãos é um significado gigantesco".
E o gigantesco segredo do Natal é que Emanuel, o Deus conosco, é um bebê "envolto em panos e deitado numa manjedoura". 

Quando Jesus Cristo nasce em mim, a esperança brilha com todo o fulgor e tudo o mais se esvaece num crepúsculo. 
O telhado pode desabar, o calor pode não estar disponível no inverno, os amigos das boas horas podem estender a outros se compromisso de lealdade, a popularidade pode decrescer.
O reino de Cristo Jesus permanece aceso dentro em mim.

Como Dom Quixote diz a Aldonza em O homem de La Mancha: "Vitórias e perdas não importam; tudo o que importa é seguir a busca".

Por meio dele vocês crêem em Deus, que o ressuscitou dentre os mortos e o glorificou, de modo que a fé e a esperança de vocês estão em Deus. (1 Pedro 1:21)

Brennam Manning
Meditações para Maltrapilhos
Editora Mundo Cristão

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

A única consideração mais importante

Se abordássemos as pessoas aleatoriamente na rua, no dia 24 de dezembro, e lhes perguntássemos o que mais desejam no Natal, quantos será que diriam "quero ver Jesus"?

Creio que a única consideração mais importante durante a estação sagrada do Advetno é a intensidade do desejo. Parafraseando o rabino Abraham Heschel: "Jesus Cristo não tem nenhuma importância a menos que seja de suprema importância".
Um desejo interior intenso já é o sinal de sua presença em nosso coração. O restante é obra do Espírito Santo.

Eles se aproximaram de Filipe, que era de Betsaida da Galiléia, com um pedido: "Senhor, queremos ver Jesus". (João 12:21)

Brennam Manning
Meditações para Maltrapilhos
Editora Mundo Cristão

sábado, 18 de dezembro de 2010

A Paz de Cristo

Aqui está um ponto de importância capital para quem deseja experimentar plenamente a graça do Natal.
Quando estamos num relacionamento correto com Jesus, estamos na paz de Cristo. 

Com exceção de uma infidelidade grave, consciente, deliberada, que deve ser reconhecida e da qual nos devemos arrepender, a presença ou ausência de sentimentos de paz é o fluxo e refluxo normal da vida espiritual.

Quando as coisas são simples e comuns, quando vivemos nos planaltos e nos vales (ondese dá a maior parte da vida cristã) e não nos picos das experiências religiosas, não há nenhuma razão para nos culpar, para pensar que nosso relacionamento com Deus está entrando em colapso ou para ecoar o grito de Madalena no jardim: "Para onde foi o meu amado?"

Frustração, irritação, fadiga e coisas assim podem temporariamente nos inquietar, mas não podem nos impedir de viver na paz de Cristo Jesus.
Como o dramaturgo Ionesco declarou uma vez no meio de uma depressão: "Nada me desanima, nem o desânimo".

"Sem mais, irmãos, despeço-me de vocês! Procurem aperfeiçoar-se, exortem-se mutuamente, tenham um só pensamento, vivam em paz. E o Deus de amor e paz estará com vocês. (2 Coríntios 13:11)

Brennam Manning
Meditações para Maltrapilhos
Editora Mundo Cristão

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

A verdadeira oração

Todos estes perseveravam unânimes em oração. (Atos 1.14) 
Como a vontade de DEUS se cumpre na terra? Somente tendo DEUS ao seu lado um povo disposto. Somente com cada um de nós se lembrando, nas solenes condições de hoje, que a Igreja em oração é o canal para liberar poder do céu, e que este ministério é nossa maior obra possível. 

Deus mostra aquilo que deseja, levantamo-nos e pedimos, e DEUS age dos céus: esta é a verdadeira oração, e é isto que devemos ver plenamente manifestado em nossas reuniões de oração. Se a Igreja em uma cidade não conhece este ministério de oração, que Deus a perdoe! Sem ele, todas as outras coisas são vazias; DEUS não tem vaso naquele lugar. 

Watchman Nee
Uma mesa no deserto


terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Fazendeiro de fé...

Vamos imaginar que estamos dirigindo em uma área rural e paramos em uma fazenda. Sentado na varanda da frente, movendo-se lentamente para trás e para frente em uma cadeira de balanço, está o fazendeiro.
– O que você esta fazendo? – Perguntamos.
– Cultivando, – ele diz.
– O que você cultivou?
– Trigo.
Mas quando olhamos para os seus campos não vemos nada além de um solo que não foi lavrado e nem plantado.
– Perdoe-me, senhor, – dizemos, – mas o senhor não arou suas terras. E não parece que você plantou trigo algum.
– É, está certo.
– Não entendo.
– Sou um fazendeiro pela fé. Estou esperando em Deus pela colheita.
– Mas, – protestamos, – você não deveria estar fazendo alguma coisa, talvez plantando trigo?
– Eu estou fazendo, – ele diz.
– O quê?
– Estou orando. Orando e acreditando. Louvado seja o Senhor!

Se todos os fazendeiros exercitassem esse tipo de fé, todos nós teríamos morrido de fome há muito tempo. Mas isso não é mais ridículo do que algumas idéias sobre fé que circulam por aí. Existe algo que precisamos fazer. Permanecer no Senhor não é estar ocioso no Senhor. A fé se expressa pelo trabalho.

Michael Catt
(Prepare-se para a Chuva - Editora Vida
Capítulo 11)

sábado, 27 de novembro de 2010

Desespero

25E estava ali certa mulher que havia doze anos vinha sofrendo de uma hemorragia. 26Ela padecera muito sob o cuidado de vários médicos e gastara tudo o que tinha, mas, em vez de melhorar, piorava. 27Quando ouviu falar de Jesus, chegou-se por trás dele, no meio da multidão, e tocou em seu manto, 28porque pensava: "Se eu tão-somente tocar em seu manto, ficarei curada". 29Imediatamente cessou sua hemorragia e ela sentiu em seu corpo que estava livre do seu sofrimento. 30No mesmo instante, Jesus percebeu que dele havia saído poder, virou-se para a multidão e perguntou: "Quem tocou em meu manto?" 31Responderam os seus discípulos: "Vês a multidão aglomerada ao teu redor e ainda perguntas: ‘Quem tocou em mim?’" 32Mas Jesus continuou olhando ao seu redor para ver quem tinha feito aquilo. 33Então a mulher, sabendo o que lhe tinha acontecido, aproximou-se, prostrou-se aos seus pés e, tremendo de medo, contou-lhe toda a verdade. 34Então ele lhe disse: "Filha, a sua fé a curou! Vá em paz e fique livre do seu sofrimento". (Marcos 5:25-34).



Jesus estava a caminho da casa de Jairo e um grande número de pessoas O seguia. No meio daquela multidão, estava uma mulher que sofria severamente. Todas as suas finanças foram gastas com remédios, estava com uma enfermidade incurável e estava suja – mas ela possuía um tipo de desespero que Deus estava buscando.
Ela decidiu em seu coração: “Eu preciso aproximar-me de Jesus, eu preciso vê-lo e tocá-lo”. Havia um desespero santo em sua atitude. Ela não apenas estava desesperada; ela estava disposta a agir por fé. Ela acreditava que se pudesse se aproximar de Jesus, seria purificada. Ela estava disposta a utilizar a pequena energia que ainda restava para passar pela multidão, se arriscar a ser condenada pelos fariseus e censurada pelos sarcásticos. Ela passou pela multidão, tocou na orla das vestes de Jesus e foi restaurada.
 
Nos evangelhos vimos que Jesus era atraído por pessoas desesperadas. Ele curou o coxo apos seus amigos chegarem ao extremo de descê-lo pelo teto da casa (Marcos 2:1-12). Ele

domingo, 21 de novembro de 2010

Jesus e os Zelotes

 Existe alguma forma de reter a energia, o foco e o zelo dos Zelotes sem a violência? A evidência está nesta primeira comunidade cristã que estava aprendendo a seguir a Jesus numa cultura de violência (não diferente de nossa cultura de violência) sem se tornar violenta. Mas também sem ser intimidada ou silenciada pela violência. Poderiam ter-se segregado em guetos seguros, mas não foi o que fizeram. Permaneceram públicos, tão públicos quanto os Zelotes. Mas, diferentemente dos Zelotes, nunca foram violentos.

Há uma palavra importante que consegue transmitir como é, e em que consiste o fervor sem violência. A palavra é homothumadon. Algumas palavras resistem à tradução. Não traduzimos "Amém". Não traduzimos "Aleluia". Não traduzimos "Hosana". Essas palavras acumulam camadas de significados através dos séculos e irradiam ricas associações e conexões. Quando as traduzimos, perdem a força completamente. Homothumadon é uma dessas palavras. Que pena que não foi incluídas na lista de "intraduzíveis". Precisamos tentar o nosso melhor, e para isso, precisamos dissecar a palavra e depois agrupá-la de novo. A palavra é usada 12 vezes por
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